As várias dificuldades em se manter a internet segura Especialistas em segurança virtual do Banco do Brasil e CERT.br afirmam que o crime muda constantemente e que a sociedade e os desenvolvedores precisam se reeducar para utilizar a internet no Brasil. 2/12/2009 08:44:37
É notório que o número de incidentes cresce gradativamente na internet. De acordo com Cristine Hoepers - analista sênior do Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes no Brasil (CERT.br), nos últimos seis meses, houve uma mudança na forma de ataques. O que antes eram os milhares de spams, hoje as redes sociais tornaram-se ponte da criminalidade digital.
“A evolução da web 2.0 é um dos principais motivos de facilitação da criminalidade. Isso porque, onde mais a população participa mais pretensões de invasões ocorrem e isso vem acontecendo nos portais das empresas que abrem esse espaço”, avalia Hoepers. As comunidades corporativas mais atacadas são das operadoras, como Oi e Vivo e da Ambev.
O novo comportamento do criminoso virtual se aplica às instituições financeiras. Segundo o gerente de segurança regional São Paulo do Banco do Brasil, Guilhermino Domiciano de Souza, antes, o serviço de internet bank era atacado unicamente por Spam. “Hoje, os ataques são por meio de outros sites, onde é feito por download. Além disso, houve uma queda de expressiva dos Spams”.
Mesmo assim, Souza alerta que os Spams estão mais pontuais e verossímeis, como é o caso do roubo de identidade. “De alguma forma as pessoas servem na internet para serem roubadas ou usadas como ferramentas para ataques a outros computadores”.
Além dos usuários, Hoepers aponta para o problema com a infraestrutura, os backbones. Conforme ela avalia, quando um spam invade a rede, provedores e operadoras sofrem para descobrir, porque o número de usuários é alto e, as vezes, eles só ficam sabendo por meio de uma reclamação. Hoepers alerta que os criminosos migram para onde estão os negócios e se não houver soluções, o verdadeiro custo da segurança pode ser a perda de confiança por parte dos usuários. “O criem não vai acabar, temos que saber como lidar e tentar reduzi-los”, afirma.
Fonte: IPnews
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